Carta ao Pai Natal

8 de dezembro de 2016


Há uns anos atrás por esta altura, já teria escrito e entregue a minha carta ao Pai Natal. Tinha que ir com tempo para ele conseguir ler e preparar os nossos presentes lá no Pólo Norte com os seus Duendes.
E foi assim durante muitos anos, até ao dia que me foi revelado (depois de eu já desconfiar,) que afinal o pai natal é uma fantasia, uma imaginação boa que nos faz a todos mais felizes.

Lá em casa ninguém se vestia de Pai Natal, talvez por isso acreditei até tarde que ele era mesmo de verdade, por todo o mistério que existia à sua volta. Também não recebíamos os presentes do Pai Natal na noite da véspera mas sim no dia a seguir! O dia 24 era sempre em casa dos avós, então tínhamos era que estar em casa pouco depois da meia noite para irmos dormir e só assim é que o Pai Natal iria entregar os nossos presentes. Recordo-me de estar sempre tão entusiasmada que era um drama para adormecer, então fechava os olhos para o Pai Natal no caso de aparecer não desconfiar que estivesse acordada. No dia a seguir bem cedinho, eu e o meu irmão descíamos entusiasmados para a sala e lá estavam os nossos presentes nos sapatos que no dia anterior tínhamos deixado. Juntamente com eles vinha sempre a resposta à carta que tinha escrito e eu achava sempre incrível como é que ele sabia tanto sobre nós.

Felizmente hoje, mesmo sem Pai Natal e sem fantasias, os nossos natais continuam a ser incríveis e concluí que sempre o foram pela família que me calhou na rifa que faz com que todos os natais sejam especiais só pelo facto de estarmos todos juntos outra vez.

Feliz Natal! (já se pode dizer, não já?)

Porto

24 de novembro de 2016

O Porto vale sempre a pena ser visitado nem que seja só durante meio dia, que foi o nosso caso.
De viagem para o meu norte, fizemos um ligeiro desvio no caminho e fomos passear pelas ruas do Porto que estão tão diferentes desde os meus tempos universitários. Para a próxima terá que ser certamente mais do que meio dia, mas já foi bom para matar algumas saudades.







Mundos novos

17 de novembro de 2016

Descobri este vídeo na altura certa.
Uma relíquia e a necessidade urgente de uma mudança ou até mesmo um mundo novo...

video

Quentes e Boas!

11 de novembro de 2016

Falo de castanhas claro. Adoro castanhas, sejam elas cozidas com uma pitadinha de sal e erva doce ou assadas, marcham de todas as formas, menos cruas, por acaso cruas não vou muito à bola com elas.

Hoje é o dia d`elas e apesar de ter castanhas em casa e que ainda por cima são do Castanheiro da minha família, gosto sempre de pelo menos 1 vez ao ano comprar castanhas assadas na rua e hoje pareceu-me um óptimo dia para o fazer.

Bom S. Martinho!




Quando escolhemos ser saudáveis.

4 de novembro de 2016

Há momentos na nossa vida em que pensamos mais em nós, e não acho isso nada egoísta, muito pelo contrário! Temos tendência a esquecer-nos de tratar bem o nosso corpo. No meu caso, não sei se foi o facto de ter completado 28 anos de vida este ano, mas a verdade é que tive uma espécie de click para me preocupar um pouco mais comigo mesma.

Emagrecer uns quilinhos fazia parte mas não era o mais importante, a minha preocupação foi mesmo ganhar uma consciência alimentar, comer de forma saudável e perceber o que estou a comer. Ao informar-me e ao ler mais sobre o assunto, estranho seria se continuasse na mesma! Não digo que foi radical porque na verdade o processo foi lento (meses), também de outra forma nunca seria saudável, mas feitas as contas, mudei consideravelmente os meus hábitos alimentares e hoje sinto-me outra. Não posso deixar de referir um livro que me ajudou bastante neste processo, "Dieta Única" da nutricionista Mariana Chaves. O título engana um bocado pois parece que tratar-se de mais um livro de dietas, mas desenganem-se! É muito à base da consciência alimentar e tem uma óptima explicação de todos os grupos de alimentos e de como os mesmos reagem no nosso organismo. Foi ao seguir este livro que consegui perder uns quantos kg´s e volume, e aprendi tão bem a lição que desde então não os voltei a recuperar e sem qualquer esforço. Fiz também análises antes e depois desta demanda e os resultados foram bastante positivos. O meu médico de família ficou orgulhoso!

Abri portas a todo um mundo novo recheado de novos hábitos que vou querer partilhar ;)
Até breve!

Detalhes.

6 de outubro de 2016

Fiz-me um desafio há mais de 1 ano e é incrível como hoje em dia até tenho um certo "pavor" quando tenho mesmo que comprar roupa ou calçado. Deixei de gostar desse programinha de ir ver montras e comecei a dar uso à quantidade de roupa que fui adquirindo ao longo dos anos.
Muitas estão como novas e as que não estão, dou uso ao facto de saber costurar para dar um jeito ou então acrescentar um detalhe aqui ou ali.
Em baixo ficam algumas inspirações para próximas intervenções!






Olá Outono, vamos ser felizes?

21 de setembro de 2016

Com a temperatura que se faz sentir, ninguém diria que o Verão está de partida e que o Outono chega hoje. O que é facto (e não fato) é que este verão foi muito bem aproveitado, aliás, já há muito que não tinha uns dias de férias assim, dedicados inteiramente ao descanso, ao passeio, a conhecer sítios novos e a ficar encantada com eles e ainda por cima com o calor e o sol a que todos temos direito nesta altura do ano!

Mas agora chegou o Outono e com ele não devem tardar os dias mais frios e as roupas quentinhas que eu tanto gosto! Não que esteja farta do Verão, mas a verdade é que tenho um carinho especial pelo Outono. Com ele chega também a época que me dedico novamente às lãs e recomeço projectos que ficaram pendentes desde o final do Inverno passado, como por exemplo esta manta chevron que está quase quase no fim! A minha primeira manta vai ser finalmente estreada este ano!!

Obrigada por tudo Verão,  seja bem vindo Outono!




A minha manhã.

14 de setembro de 2016

Meus caros, isto é só um desabafo de uma miúda com problemas de adultos.
Sou uma trabalhadora independente! Até soa bem esta frase para quem não sabe o que quer dizer.
Trabalho a recibos verdes e o único contrato que tive na vida foi um estágio profissional! Ieeeeey!!
É uma realidade, a minha realidade e não perco muito tempo a chatear-me com isto, tirando os dias que tenho mesmo que me relembrar, como quando pago a segurança social todos os meses (receba o que receber e já aconteceu não receber), pagar o IVA de 3 em 3 meses, ou como hoje, que passei a manhã inteira nas Finanças à espera da minha vez para resolver problemas.

Sou uma contribuinte como deve ser, confesso! não tenho dívidas, paguei sempre tudo a tempo e faço sempre a retenção na fonte, ou seja, estou pobre! Nem vou aqui falar em valores, mas só para terem uma ideia sempre que passo um recibo, na verdade para mim só vem metade do valor face todas estas coisas que tenho que pagar.

No que toca ao IRS, recebo sempre em vez de pagar porque faço a tal retenção na fonte, prefiro ir tirando a parte de direito cada vez que passo um recibo e receber ao final do ano o que retive, do que receber esse valor e depois pagar essa quantia toda de uma só vez! Já que não tenho subsídios de nada, conto isto como uma espécie de subsídio de férias visto que a ideia é ser reembolsada lá para Julho. Acontece que já estamos em Setembro e ainda não recebi o meu reembolso do IRS, o que é deveras chato. Pelos vistos havia uma divergência na minha declaração, uma coisa que vim hoje a saber ser bastante simples mas que me deu aqui a volta como gente grande. Ao que parece mesmo tendo sido corrigida nos finais de Julho, nunca mais chega o que é meu por direito. Tenho um tio que é o meu salvador nestas andanças e ajuda-me sempre, então ficou a saber que tinha mesmo que ir à minha repartição para desbloquear a situação (apesar de já estar resolvida), e assim foi, lá cheguei hoje às 10:15 a achar que a essa hora a malta que vai para o trabalho tinha ido muito cedo e tal, e não é que tiro a B56 e vou a verificar em que senha ia e ia na... naa... 6! isso! Faltavam 50! e já estavam abertos há 1 hora e 15 e só tinham avançado 6 na B! Adoro!! Mas como em tudo na vida, nas coisas más há sempre umas boas e um simpático rapaz ao ver a minha cara de desespero perguntou se a minha senha era a "B" e eu ao confirmar deu-me a dele, que era a B23 (pormenor, a hora da senha era 09:15, 1 hora que poupei!), ainda há boas pessoas neste mundo! Mesmo assim tinha uma longa manhã pela frente. Solução? Pegar no livro que estou a ler até que passou 1 hora e só íamos na 10. Fui para casa (que n fica muito longe) onde fui comer e fazer festinhas à gata. Voltei passado 40 minutos com receio de já ter passado a minha (que inocente) e ia na... 15! bah.. conclusão! Lá fiquei até ao fim e às 13:30 despachei-me.

Coisas negativas: O atraso de vida que isto é. Como é possível demorar tanto tempo? Como é possível uma repartição de Finanças que leva tanta gente só ter 4 funcionários ao serviço com 4 departamentos diferentes de senhas? Como é possível certas coisas simples que podem ser resolvidas online serem só resolvidas lá? O sistema dos recibos verdes, mas isso dava outro post.

Coisas positivas: O rapaz que me salvou de estar mais tempo à espera do que estive. A senhora que me atendeu que foi muito simpática.



A Lisboa que eu conheço.

7 de setembro de 2016

Já vi Lisboa de muitas formas. Desde pequena que Lisboa faz parte dos roteiros em família, por exemplo nas férias de verão tínhamos sempre parte das férias dedicadas à praia algures entre Portugal e Espanha e a outra parte dedicada a Lisboa para beber toda a cultura que a cidade oferece. Lisboa nesses tempos era muito intensa para mim, tudo acontecia e eu adorava isso mas ao mesmo tempo achava que nunca conseguiria viver numa cidade assim, chegava à minha cidade pacata e era essa a vida que me realizava, a minha bolha. Quando vim viver para cá, já lá vão 7 anos, inicialmente todo o stress me encantava, era novidade para mim demorar mais de 10 minutos a chegar aos sítios, assim como andar de transportes e ter  horários em cima de horários, para não falar da multidão de pessoas que se cruza diariamente, mas rapidamente me cansei disso e tive momentos em que me questionei o que estava aqui a fazer. Nestas alturas faço listas, vejo os prós e contras e a verdade é que ainda estou por aqui, mas hoje, a Lisboa que eu vejo é muito calma, foi o caminho que escolhi ter por cá, a vida que levo e faço é muito tranquila e consigo passar um dia inteirinho (para não dizer semana ou até mesmo mês) sem stress´s e agitações que uma cidade grande como Lisboa nos obriga. Viver no centro de Lisboa ajuda muito, logo, as deslocações (também por opção minha) na maior parte das vezes são feitas a andar a pé, logo não sofro nem com o trânsito nem com o facto de não ter lugar para estacionar, até porque não temos carro! O dia-a-dia acaba por ser feito pela nossa zona, e atenção que quando digo zona chega a ser um raio de 1km. Vivo na maior freguesia da capital, tenho tudo o que preciso para viver e trabalhar e sempre que quiser ir a um concerto, peça de teatro, exposição, algo diferente! É só meter-me no metro e estou lá, consigo ter o melhor de dois mundos, a tranquilidade de uma cidade pequena e as ofertas que uma cidade grande nos dá, como ir ao café e saberem o meu nome e o que quero sem ter que pedir! vou à mercearia e há sempre um dedo de conversa para ter, tudo coisas que achava não vir a ser possível por cá, mas sim, é possível!

Não é por acaso que escrevo este post agora, faz 7 anos que me mudei para cá, o tempo passa!
Estava aqui a pensar e podia fazer uma espécie de roteiros de coisas a ver em Lisboa por temáticas e aos meus olhos! Vou pensar nisso ;)

Óculos de sol à sombra.

30 de agosto de 2016

Quando adquirimos algo novo, tratamos sempre de uma forma especial e fazemos de tudo para que não se estrague! E sim, acreditamos que vai ser sempre assim, mas depois aparecem telemóveis riscados, óculos riscados, bolsas rasgadas ou manchadas, etc e tal.

Tenho uns óculos de sol novos, e apesar dos anteriores poderem andar à solta na carteira, estes como são novos já não pode ser, claro! Então resolvi fazer uma bolsinha para eles, desde a ideia até à concepção foi um instante. Optei por bordar uns óculos numa alcatifa de cor amarelo que tenho no atelier, ultimamente o bordado anda a puxar por mim, tenho visto uns trabalhos mesmo giros onde o bordado é rei, por isso desconfio que nos próximos tempos irei praticar mais esta técnica e aplicá-la em trabalhos.

Para já, ficamos com a bolsinha.